Dicas Úteis

 

Limpeza de cartuchos

Faça limpezas na cabeça de impressão com certa freqüência.
 

  • Papel

Antes de imprimir analise os diferentes tipos de papéis existentes. A mesma imagem impressa em papel tipo "photo paper", papel para impressora jato-de-tinta, transparência e "glossy paper" apresentarão resultados e qualidades diferentes. Verifique também quais são os limites de resolução de sua impressora.

  • Instalação

É fundamental limpar a cabeça de impressão - seguindo o procedimento descrito no manual de sua impressora - de 1 a 3 vezes em toda ocasião em que um novo cartucho for instalado em sua impressora.

Faça o alinhamento das cartuchos usando o programa da impressora para obter o melhor resultado possível nas impressões.

Após a instalação do novo cartucho somente o remova na hora de substituí-lo por um novo.
 

  • Cartuchos

Os cartuchos vazios não devem ser armazenados por muito tempo. Faça a recarga o mais rápido possível evitando assim entupimentos.

Quando acabar a tinta do cartucho, coloque-o imediatamente de volta ao invólucro aluminizado original ou clip de proteção quando já tiver sido recarregado ou guarde-o longe de umidade e ou temperaturas elevadas.

Jamais passe fita adesiva (durex) por cima da cabeça de impressão (cartucho de tinta). Além de causar o entupimento da cabeça de impressão, provavelmente no momento da remoção da fita, a cabeça de impressão sairá junto.

Faça a recarga o mais rápido possível. Evite guardá-los vazios por longos períodos.

Jamais guarde cartuchos de tinta dentro de sacos plásticos. 

Não ponha os dedos em cima da parte de cobre (cartucho de tinta). A própria energia eletrostática do corpo já é suficiente para a queima do circuito.

Evite qualquer tipo de queda.

 

Por quê os cartuchos queimam

Para dizer porque os cartuchos queimam, primeiro vamos entender como os circuitos funcionam.

Existem dois tipos de cabeças de impressão - as do tipo piezo e as com resistências. O segundo tipo ainda se subdivide em resistências em contato ou não com a tinta.

As cabeças piezo são via de regra das Epson - pequenos cristais, semelhantes aos que existem nos relógios digitais, vibram ao receber corrente. Esta vibração controlada, faz com que a tinta do interior da câmara onde se encontra o cristal seja expelida de encontro ao papel. São chamadas impressões à frio.

As cabeças térmicas possuem pequenas resistências elétricas que, ao receberem corrente, aquecem a tinta a temperaturas da ordem de 400°C, formando instantaneamente bolhas de vapor que expelem a tinta de encontro ao papel.
O tempo de aquecimento, ejeção da tinta e resfriamento, nos cartuchos do tipo 26, são da ordem de 20 milisegundos, sendo menores à medida que a tecnologia aumenta. (hoje falamos em aquecimento e resfriamento da ordem de 12 milisegundos).

Outro fator importante é a própria resistência - feita de silício em sua maioria, estas pequenas notáveis sempre precisam estar em contato com a tinta, seu principal meio de resfriamento. Quando a tinta acaba (ou entope, ou tem partículas sólidas), estas resistências acabam por se superaquecer, vindo até a queimar. - Explicação que podemos facilmente dar quando você, ao levar um cartucho HP 49A original numa loja de recarga ouve o dono dizer que está queimado. Ele simplesmente foi usado literalmente até acabar a tinta. Daí a queima....

À medida que a resistência é solicitada, um desgaste vai ocorrendo. Quanto mais desgastada, menos corrente passa - podemos ter dois extremos - rompimento ou curto-circuito.
Só que se uma certa faixa é ultrapassada, a resistência perde seu poder de aquecimento - Um problema comum visto pela maioria dos recicladores que possuem testadores só de continuidade (ainda falando nos HP 29) - a resistência pode até deixar passar corrente, mas não imprime mais - "Puxa, passou no testador e não imprimiu... a tinta é a culpada" - É o que mais ouço...
As tintas corantes aqui ainda ganham terreno, pois podem trabalhar à temperaturas mais baixas, mascarando o cansaço das resistências.

Falando nos 45 e similares (inclusive os Lexmark mais novos), seus circuitos são diferentes, pois, ao contrário dos tipo 29 (que para cada par de contatos há uma resistência), trabalham com sinais multiplexados - vários comandos embutidos em um único pulso de sinal (como os televisores), ou seja, vários comandos para vários pontos do circuito são enviados a um único par.
Por isso é tão complicado se medir a resistência nestes cartuchos. Para os 45, existem 350 pontos de impressão que podem imprimir com 4 níveis diferentes de tinta, e apenas uns poucos contatos.
Estes sinais são decodificados ao chegarem nos cartuchos (por meio de encoders, ou os pequenos pontos pretos nas mantas de contatos), e gerenciado por um circuito integrado interno à cabeça.

Também, diferente dos antecessores, quando um conjunto queima todo o circuito do cartucho entra em colapso, dando a não-leitura pela impressora, ou instalação incorreta. Já os HP 29, se apenas um ponto queimar, a impressora pode funcionar sem problemas.

Diferentemente dos 29, os cartuchos HP45 e HP 15 são difíceis de queimar - de cada 100 cartuchos, 2 ou 3 acabam por apresentar queima.

Também a forma que estes cartuchos queimam é peculiar - a porção do circuito que fica depois da cabeça de impressão (dobrada, na parte interna), acaba por se soltar - em alguns casos pode ser notado até fumaça saindo da impressora.

Em suma, os cartuchos queimam porque são feitos para queimar. Primeiro - nós todos, recicladores, somos teimosos, ou seja, formamos um mercado multi-milionário a mais de 15 anos recarregando cartuchos que são feitos para durar apenas um ciclo.
Segundo - Pensem em um chuveiro - se não houver água, ele queima!. A mesma coisa acontece com o cartucho - se não houver tinta, as resistências elétricas (vulgo circuito) se rompem (ou queimam) por superaquecimento.

Diferentemente das placas mãe, processadores, etc. as impressoras tem um funcionamento basicamente mecânico, por isso podem ser consertadas com uma relativa facilidade. É muito mais fácil consertar uma impressora do que uma televisão por exemplo.

Temos aqui no Brasil um cenário no mínimo interessante quanto à manutenção de impressoras. As autorizadas, que supostamente deveriam dar uma assistência de boa qualidade, freqüentemente prestam péssimos serviços, e o pior, quase sempre cobram caro por eles, muitas vezes inviabilizando o conserto.

Abre-se então um grande campo de trabalho para os técnicos autônomos, que costumam ter uma quantidade relativamente grande de consertos de impressoras. O objetivo deste artigo é justamente dar alguns conceitos básicos sobre manutenção de impressoras jato de tinta.


Como funciona uma impressora

Os principais componentes da impressora são a placa lógica, que coordena o trabalho da impressora, os motores, engrenagens e correias responsáveis pela movimentação do carro de impressão, o eixo por onde o carro se desloca, o carro de impressão em sí, onde vão os cartuchos, os botões de ligar, correr folha, etc., e as cabeças de impressão, que no caso das HP fazem parte dos cartuchos (são descartáveis) e nas EPSON que fazem parte do carro de impressão (são fixas).

Para a maioria dos consertos, será necessário abrir a impressora, para isso você precisara de uma chave estrela de 6 pontas, necessária para tirar os parafusos das HPs assim como de outras marcas. Esta chave é facilmente encontrada em lojas de ferramentas.

Problemas mais comuns nas HPs

Pelo que vejo, o problema mais comum nas HPs é a impressão começar a sair borrada ou com riscos, como se algo raspasse na folha antes da tinta secar. Este problema pode ser causado tanto por uma grande quantidade de restos de tinta acumulada na cabeça de impressão do cartucho, quanto sujeira acumulada na parte de baixo do carro de impressão, a parte que fica quase em contato com a folha, logo atrás dos cartuchos. Esta parte é um pouco complicada de limpar, mas será fácil caso você desmonte a impressora.

Outro problema comum é o carro de impressão começar a bater dos lados durante a impressão, fazendo com que a impressão saia em ziguezague. Abra a impressora e você encontrará uma fita plástica, com uma espécie de código de barra bem atras do carro de impressão. Este código de barra serve como orientação para o carro de impressão. Este problema é causado justamente por sujeira ou na fita, ou então no sensor do carro de impressão, basta limpar ambos com uma flanela com um pouco de álcool.

Se por acaso a impressora estiver fazendo ruídos, como se o carro de impressão estivesse raspando em algo, experimente lubrificar o eixo da impressora com óleo de máquina.

Se ao tentar imprimir, o carro de impressão não se mover, mas você ouvir ruídos do mecanismo funcionando, provavelmente o defeito é no sistema de movimentação do carro, provavelmente alguma engrenagem quebrada ou fora do lugar. Cheque também se os motores estão todos funcionando, se nenhum dos cabos está partido, etc.

Se por outro lado, a impressora simplesmente não imprime, mal dando sinal de vida, temos como possibilidades algum defeito na placa lógica, ou pode ser que um dos cabos flat da impressora tenha se partido ou então simplesmente tenha se desencaixado. Se você entender de impressão, é possível consertar muitos defeitos na placa lógica da impressora, já que na maioria das vezes os defeitos são simples. Os cabos flat por sua vez podem apenas ser substituídos.

Perda da qualidade de impressão, como por exemplo a impressora imprimindo apenas metade das letras são geralmente causados por problemas no cartucho, aparecem quando a tinta já está quase acabando, ou então em cartuchos reciclados que já passaram por várias recargas.

Problemas mais comuns nas EPSON

Além dos problemas mecânicos, que já vimos, outro defeito comum nas EPSON é o entupimento das cabeças de impressão. Este é o pesadelo de todos os usuários, pois trocar as cabeças de impressão numa autorizada custa quase o valor de uma impressora nova.

Porém, na maioria dos casos é possível desentupir a cabeça de impressão com uma receita simples:

Pingue uma gota de água quente no orifício por onde entra a tinta e dê o comando de limpeza dos cartuchos.

Pingue uma gota de detergente e faça novamente a limpeza.

Pingue uma gota de solução de limpeza e desentupimento e faça novamente a limpeza, repetindo as três etapas até conseguir desentupir a cabeça de impressão. Isso pode demorar algumas horas, mas é só ter um pouco de paciência que este procedimento resolverá em 80% dos casos.

Como último recurso, caso você já esteja para descartar a cabeça de impressão, tente fazer o mesmo procedimento, mas acrescentando tinner, apesar dos riscos ele é um solvente bem mais poderoso, que pode ajudar em alguns casos. Como de qualquer forma já não se tem mais nada a perder...

Use somente tinta apropriada e específica para impressoras epson. Tintas de baixa qualidade e inadequada é a grande responsável pelos entupimentos.

Conseguindo peças

O mais complicado para quem trabalha ou pretende trabalhar com manutenção de impressoras é justamente como encontrar peças de reposição. Em geral as autorizadas não vendem peças avulsas, mas você pode consegui-las caso conheça alguém que trabalhe lá. De qualquer forma, comprar com as autorizadas nem sempre é uma boa idéia, por causa do alto preço das peças avulsas.

Outra solução, que costuma ser muito mais usada é começar a montar um sucatão de impressoras, comprando impressoras sucateadas e usando-as como doadoras de peças. Muita gente joga impressoras fora pois só a troca dos cartuchos de impressão normalmente custa quase metade do valor de uma impressora nova. Se ainda por cima a impressora tiver algum problema, muita gente prefere realmente comprar logo uma nova.

 


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